
Dois núcleos de pessoas, até então desconhecidas, estiveram ali algumas vezes por semana para trabalhar. No entanto, não era isso que acontecia. O que seria trabalho passou a ser encontro. Nesses encontros conhecemos uns aos outros e a nós mesmos. Trocamos olhares e confidências. Fizemos de nossas energias, uma só. Nossos corpos se conheceram e agora conversavam. Nos tornamos cúmplices. Iniciamos algo que, acredito eu, ainda não acabou. Às vezes me faço a mesma pergunta que Lygia: "Aquela gente teria mesmo existido?"
A resposta é SIM. Não só existiram como "viveram coisas indizíveis". Apesar de todas as diferenças e de não nos vermos mais com tamanha frenquência, tenho a certeza de que um sentimento grande e forte nos une. Nos denominamos cerejas. Talvez não sejamos conhecidos por muitos, o que não importa. O que de fato interessa, é que nós sabemos quem o que somos.
"Ficaram as cerejas, só elas resistiram com sua vermelhidão de loucura."
Sobre tudo isso, digo apenas que fizemos um banquete antropofágico, e que certamente não acabou. Cerejas serão vistas novamente. com novos corpos, anseios e sensações.
Nos fizemos uma pergunta. E acredito que a respondemos. Agora, a faço a vocês: O que move o seu desejo?
Aprendi a amorar com As Cerejas!
ResponderExcluirAprendi a amar as cerejas...
Aprendi a ser mais, ir mais...
O movimento interno que pulsa muito, muito forte!
Ser essência...
Porque sempre seremos cerejas, num só desejo interno.
ResponderExcluirnem li ainda... parei no 'me faço presente'... que lindo isso... VOCÊ SER O PRESENTE... SIM, PRA MIM VOCÊ É UM PRESENTE... ESTANDO PRESENTE OU NÃO
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